Com relação a este mundo nos sentimos como forasteiros e residentes temporários porque sabemos que o atual sistema de coisas não é o que Deus intencionou aos homens. Chegamos a conhecer a verdade e a aceitá-la por viver na condição e sub a perspectiva futura de um novo mundo.
Apesar dos cristãos ainda não viverem num mundo que lhes foi prometido, Jeová faz aos seus servos algo similar ao que uma habitação traz: segurança, proteção, regozijo, paz, conforto, por exemplo, porque Deus é amor.
Podemos ler no artigo o cumprimento da promessa de Jeová de se tornar protetor de Abraão e sua descendência, no exemplo de Abraão e Isaque.
Quando chegou o tempo de Jacó (filho de Isaque) se casar, Isaque o designou para casar-se com uma mulher temente a Jeová, pois sabia do risco que uma mulher estrangeira traria a fé de Jacó.
Para começar a percorrer centenas de quilômetros, atravessando desertos, sem saber o que lhe aguardava e sub o perigo da viagem; ele poderia estar ansioso e um tanto inseguro por realizar a viajem sozinho, tem que deixar sua zona de conforto na segurança de sua família e se empenhar por uma viagem cheia de incertezas. Jacó diante de tantos esforços e risco poderia se perguntar se realmente estava fazendo algo que agradava a Jeová, poderia ter questionado seu pai, mas não foi isso o que Jacó fez, realmente esta etapa de sua vida exigiu muito da coragem e confiança de Jacó, porque o ser humano não está habituado por mudanças, é próprio do ser humano manter a sua situação e não se arriscar, apenas uma fé muito forte poderia colocar Jacó em movimento, vimos que Jacó realmente habitou em Jeová por confiar-lhe na sua proteção. Quando Jeová comunicou-se com Jacó, isto deu grande animo para Jacó continuar na sua viagem. Mesmo no futuro Jacó tendo sofrido injustiças, ele prosperou. Aprendemos pela sua história de vida que Jeová protege os seus servos.
Todos os servos de Jeová estão testificando a favor de Jeová e expõe um inimigo muito poderoso, inteligente e um cruel mentiroso e assassino. Estamos como que no andamento de um julgamento contra Satanás. Esse inimigo não tem conseguido silenciar o povo de Jeová por evidenciar que nós continuamos a prosperar espiritualmente – uma realidade que só tem uma explicação: Jeová ainda é nosso refúgio, uma “verdadeira habitação” para nós, em especial nestes últimos dias.
Os patriarcas não se colocavam na autoconfiança de se arriscar cair em tentação, porém eles davam muito valor aos princípios. Eles não precisavam seguir uma longa lista de leis porque seguiam os princípios que tinham segundo o que conheciam da personalidade de Jeová, portanto eles não permitiam que Satanás os atraísse para fora da habitação de Jeová. Jeová nos ajuda a resistir às maquinações de Satanás com provisões espirituais como: reuniões cristãs, adoração em família e “dádivas em homens” – pastores designados por Deus para nos consolar e apoiar na nossa luta contra os desafios da vida. Tudo isso são formas de reajustar-nos e termos bem em mente que estamos vivendo em um sistema que não nos pertence; para nos afastar das influências mundanas e tornar evidente o testemunho que damos de Cristo.
Outra qualidade dos patriarcas digna de ser imitada é sua disposição de se destacar como diferente das pessoas mundanas, evidenciando o espírito de Deus e não o do mundo. Se nos identificarmos como “Testemunhas de Jeová” para um vizinho ou parente e eles se surpreenderem, é porque existe algo errado. Pode ser difícil nos destacar como diferente deste mundo imoral, mas com a ajuda de Jeová Deus e o apoio dos irmãos podemos ser bem sucedidos. Isto nos ajuda a lembrar de que não estamos sozinhos e que todos os que querem servir a Jeová tem uma luta o travar, que venceremos se confiarmos em Jeová e fazemos dele nossa habitação segura.
No tempo em que Jesus surgiu na terra, existiam homens na expectativa da vinda do messias, do mesmo modo hoje, o grande dia de Jeová virá e existirão homens na expectativa deste dia - as Testemunhas de Jeová! - que tem bem em mente o que acontecerá com esse mundo; portando confiança na vinda do Reino e não esforçando para este mundo ou segundo o molde deste mundo, podemos nos basear na vida de Abraão que girava em torno do Reino e ele fez grandes mudanças pela fé, não é a toa que ele é chamado de “pai da fé”. Também estamos nos movendo e aguardando a “cidade” que Abraão aguardava: o reino messiânico.
Com a proximidade do fim do mundo as pessoas buscarão “refúgios de mentira”, nem cavernas ou organizações políticas ou comerciais comparáveis a montes darão proteção na grande tribulação, essas pessoas temerão por suas vidas por não possuem verdadeira habitação.
O povo de Jeová, no entanto, desfrutará segurança na verdadeira habitação – Jeová Deus. Não sabemos de que modo Jeová será uma “verdadeira habitação” no período tumultuado da grande tribulação, mas podemos ter certeza que como os israelitas na época do êxodo, teremos que ser organizados e alertas ás orientações divinas para estarmos protegidos. As milhares de congregações ao redor do mundo pode ser comparados aos “quartos interiores” de proteção preditos em Isaías 26:20.
Muito tempo depois de os fiéis patriarcas já ter falecido, Jeová disse a Moisés: “Eu sou o Deus de ... Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” Tempos depois, após citar essas palavras, Jesus acrescentou: “Ele é Deus, não de mortos, mas de viventes, pois, para ele, todos estes vivem.”
Revelação 21:3 diz: ”Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles.” De início, Jeová residirá simbolicamente com seus súditos terrestres por meio de Jesus Cristo. No fim dos mil anos, Jesus entregará o Reino ao seu Pai, tendo cumprido plenamente o propósito de Deus para com a Terra. Depois disso a humanidade levada à perfeição não precisará mais de Jesus como intercessor; Jeová estará conosco. Que maravilhosa perspectiva! Enquanto isso, portanto, esforcemo-nos em imitar as fiéis gerações do passado por fazer de Jeová nossa “verdadeira habitação”.
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