domingo, 2 de junho de 2013

Honre o grande nome de Jeová - W13 03/15-T

“Testemunhas de Jeová”, esta é a identificação do povo de Deus. Levar o nome do Deus Todo-Poderoso nos identifica como representantes de Jeová, e é um privilégio entendermos o significado de seu nome e a questão universal que envolve a santificação desse nome; ora um privilégio não é algo trivial, mas extremamente honroso; assim sendo vejamos três perguntas importantes: o que significa conhecer o nome de Deus? Como Jeová tem vivido a altura de seu grande nome, glorificando-o ainda mais? E como nós podemos viver à altura do nome de Jeová?

Um nome próprio é a identificação de alguém, é algo que pertence à própria pessoa, por isso, conhecer o nome de Deus significa mais do que simplesmente conhecer o nome “Jeová”. Inclui conhecer a reputação de Jeová, bem como suas qualidades, seu propósito e suas atividades conforme reveladas na bíblia, tais como os tratos com seus servos, ou seja, significa conhecer a Deus como a um amigo, conhecê-lo profundamente.

Quando Jeová se apresentou a Moisés para libertar o povo israelita da escravidão do Egito, Moisés assim como o povo sabia do nome do Deus de seus antepassados, porém Moisés perguntou qual era seu nome no sentido que ele queria saber mais sobre a pessoa representada pelo nome. A preocupação de Moisés se justificava porque os israelitas já estavam sobre o jugo da potencia egípcia por muito tempo, alguns até mesmo passaram a adorar deuses egípcios e eles provavelmente se perguntavam se Jeová seria capaz de salvá-los.

Jeová explicou o significado do seu nome, revelando o que Moisés deveria dizer aos israelitas: “ MOSTRAREI SER enviou-me a vós” e acrescentou esta confirmação: “Jeová, o Deus de vossos antepassados... enviou-me a vós”. Deus revelou que ele se tornaria o que quer que decidisse se tornar para cumprir seu propósito, e que sempre seria fiel à sua palavra. Jeová garante que este nome - e seu significado – é para a eternidade. Jeová agiu plenamente a altura de seu nome por mostrar ser o libertador de Israel. Ele humilhou o Egito e seus deuses – incluindo faraó - com as dez pragas, e os egípcios com seus falsos deuses mostram ser incapazes de se salvar. De tanto temor os egípcios deram toda sua riqueza e em materiais preciosos (tanto que até mesmo é dito que Israel “despojaram os egípcios”) e ordenaram que se fossem embora.

Quando o exercito egípcio foi atrás dos israelitas e Israel se viu encurralado em face de destruição e ao terror, Jeová mais uma vez mostrou ser o Salvador, fazendo o grandioso ato de abrir o Mar Vermelho, dividindo-o em dois com uma passagem ao meio para o povo de Israel cruzá-lo. Quando todo o povo de Israel passou e o exercito egípcio estava ainda no caminho da passagem, Jeová “fechou” a passagem destruindo faraó e sua força militar, Jeová puniu e destruiu os perseguidores.

No “grande e atemorizante ermo” Jeová mostrou ser preservador de vidas provendo as necessidades para a população de uma nação que equivaliam a três vezes o a população de Campinas. O sucessor de Moisés, Josué, foi um dos observadores de todos estes atos poderosos e pode exclamar que só Jeová pode livrar de toda e qualquer situação, ele cumpri tudo o que diz.

Depois do êxodo Jeová tornou-se algo novo ao seu povo, por meio do Pacto da Lei, ele se tornou seu “dono marital”, assumindo voluntariamente todas as responsabilidades envolvidas nisso. Jeová mostraria ser o “marido” perfeito abençoando, protegendo e dando paz para sua subordinada esposa, Israel. Desse modo, o grande nome de Jeová seria glorificado entre as nações e muitos estrangeiros presenciando isso se uniria ao “Deus de Israel”. Jeová mostrou ser o “Deus misericordioso” e “vagaroso em irar-se”, ele mostrou extraordinária paciência e longanimidade suportando Israel. Mesmo com o povo estando se rebelando, Jeová enviou profetas e até mesmo seu filho para ajustar-lhes no bom caminho e reconciliar-lhes com Deus, porém quando a nação judaica rejeitou e matou seu filho a paciência de Jeová. Os descendentes naturais de Israel deixaram de ser o povo que levava o nome de Deus. A maioria tornou-se espiritualmente mortos, como uma árvore ressequida.

A história indica que, com o tempo, os judeus desenvolveram uma atitude supersticiosa para com o nome de Deus, encarando-o como algo que eles não deviam pronunciar. O nome de Deus aos poucos deixou de estar associado ao judaísmo. Jeová sem dúvida deve ter se sentido magoado com tanta falta de respeito pelo seu nome. Jeová Deus, “cujo nome é Ciumento”, não deixaria vincular seu nome a um povo que o repudiou e a quem ele repudiou. Este fato evidencia em nós a importância de tratar o nome do criador com grande respeito.

Jeová por meio de Jeremias já tinha predito seu propósito de estabelecer um “Novo Pacto” com uma nova nação, o “Israel Espiritual”, todos os membros desta nação conhecerão à Jeová desde o menor deles até o maior. Esta profecia se cumpriu no Pentecostes de 33 EC, quando Deus estabeleceu um novo pacto para uma nova nação. O Israel de Deus incluía judeus e não judeus, formando “um novo povo para o nome de Deus” ou como Jeová disse: “pessoas chamadas por meu nome”.

Os membros desta nação espiritual usavam o nome divino ao citá-lo nas Escrituras Hebraicas (as evidências aponta que o tetragrama também aparecia nas cópias mais antigas da septuaginta). Os primeiros cristãos honravam o nome de Jeová de modo que ele os abençoava. Assim também fazemos hoje quando proclamamos e mostramos (se possível na própria bíblia do ouvinte) o nome divino.

Em especial depois da morte dos apóstolos a apostasia passou a contaminar a congregação cristã, falsos instrutores até mesmo adotaram a tradição judaica de não usar o nome de Deus, desviando muitos de conhecer a Jeová. Mas Jeová jamais permitiu que seu memorável nome fosse apagado. Apesar de não se poder determinar a pronuncia exata, seu nome tem o lugar determinado em muitas traduções da bíblia assim como no reconhecimento de muitos eruditos bíblicos como Charles Peters que escreveu: “Jeová, parece ser o que melhor exprime Sua essência.”; Hopton Haynes escreveu “JEOVÁ, o nome próprio de DEUS entre os judeus; o único a quem eles adoravam; assim como faziam Cristo e os Apóstolos”; Henry Grew, George Storrs, Charles T. Russell eram outros que reconheciam o nome próprio de Deus.

O ano de 1931 foi especialmente notável, pois nesse ano os Estudantes Internacionais da Bíblia, como o povo de Deus até então se chamava, adotaram o nome bíblico de Testemunhas de Jeová. Assim eles anunciavam ao mundo que se orgulhavam de ser servos do único Deus verdadeiro, “ um povo para o seu nome”, louvando esse nome. Ter Jeová permitido que os Estudantes da Bíblia adotassem seu nome foi mais do que apenas uma grande honra. Foi também uma indicação reanimadora de que tinham a aprovação divina.

As pessoas precisam conhecer o nome de Deus para serem salvos, por isso precisa haver quem divulgue, ora quem dá testemunho de Deus sem demonstrar características similares em seu ministério, não tem validez em seu testemunho. Que sempre andemos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido!
Em breve todos os que desprezam e desafiam a Jeová serão obrigados a saber quem ele é; nós, que com orgulho leva o seu nome, aguarda o futuro confiantes na promessa registrada no Salmo 9:10 “Os que conhecem o teu nome confiarão em ti , pois certamente não abandonarás os que te buscam, ó Jeová.”

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