domingo, 2 de junho de 2013

Fragmento - Cassimiro de Abreu (modifiquei)

O homem nasce e cresce alegre e crente,
Traz os perfumes que lhe dera o berço,
Veste-se belo de ilusões na mente,
E um dia o vendaval do desengano,
Tirá-lhe as vestes que lhe dera o berço,
No frio da vida ele comete engano,
Afasta, busca e acha ser feliz

Nota que fez com que os ossos torça,
E vem a morte e lhe arranca do mundo,
Pobre insensato, quer achar por força,
Pérola fina em lodaçal imundo!


O homem nasce e cresce alegre e crente,
Traz as roupagens que lhe dera o berço,
Veste-se belo de ilusões na mente
Se afasta e quer se colocar n'altura
E um dia o vendaval deste engano,
Tira-lhe as vestes que lhe dera o berço
No frio da vida ele comete esgano,
Trabalha e luta até o que os ossos torça,
Até que a morte lhe arranca do mundo,
Pobre insensato, quer achar por força,
Grande tesouro em lodaçal imundo!

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