Quando meu pai vê o
desenvolvimento cognitivo da minha sobrinha, ele fica impressionado, acha que é
o bebê mais inteligente do mundo; talvez ele não se recorde de quando eu era
bebê, ou acha isso porque ela é mais agitada, ou outra coisa... ninguém sabe ao
certo, mas sei que muitos bebês são assim e alguns até demonstram aspectos mais
notáveis que a minha sobrinha. Eu acho que um adulto, pensando no futuro
daquela criança inteligente, se coloca a ensinar prematuramente a matemática,
os idiomas, ou qualquer outro conhecimento técnico ou científico. O adulto quer
ser honrado pelo mundo por meio daquele prospectivo afamado, então ele se
antecipa a todo sistema criado justamente para ensinar esses conhecimentos (e esse
tipo de formação nem é de um conhecimento dificílimo de absolver -de absolver,
não de acessar); e antes mesmo da criança adquirir consciência, ela já é jogada
na cela das convicções mundanas, de propósitos fúteis e egoístas, e o adulto
que tem o temor deste sistema corrupto, deixa de ensinar algo de maior valor;
justamente o ensino que faz a diferença e pode trazer não só a honra mundana
que o adulto tanto deseja, mas também fazer o prospectivo ser bem sucedido no
que ele deseja. Uma formação que não é ensinada nas escolas, e nem é ensinado
na maioria das famílias da humanidade, porque é rara a consciência de seu
valor: a moldagem da personalidade da criança para o ímpeto de agir, de fazer o
que é necessário na busca do que quer, de não ter medo de se arriscar em seu
objetivo. Espero que a divulgação dessa consciência continue a se espalhar
entre os adultos, assim como está acontecendo nos dias atuais, e a consciência
do valor dessa educação - e não da outra educação - seja praticada por todas as
famílias.