segunda-feira, 7 de março de 2011

Cromatiza em rubro

Sabes, és uma cidade tão sublime, inalcançável em beleza, exuberante e sedutora pela infra-estrutura de tua formação, és admirável.
Uma cidade em expansão cujas casas são revestidas de ouro; depois quem se atreve a vê-la, o encanto lhes fixa nos olhos e nenhum outro lugar lhes importa, é impossível querer sair de tua incidência. Seus rios são sinuosos e tão lindos e límpidos, que suavizam a minha expressão, seus bosques é sua elegância e sua relva é brilhantemente verde, seu portal é teu marco, não existe sujeira em tuas vias, possuí enormes jardins floridos, nas mais belas cores, exalando deleitosos odores; a noite sua iluminação lembra o espectro vermelho, eu quero descobrir os espaços mais escondidos de tuas ruelas, teu esplendor é visto desde o horizonte. No início do meu conhecer, éras ignorada e agora és rota de peregrinação dos homens do mundo (que arrependimento eu tive no dia em que abandonei a tua proteção!). Se situa-se em uma montanha, eu te teria desprezado; porque é de difícil ingresso, geralmente jogam óleo escaldante a quem tenta acessá-la, porque geralmente acham que todos são desprezíveis; efeito do ar é rarefeito; mas essa cidade voltou os olhares para a planície que se situa, fez da planície o lugar mais lindo da terra. E olhe só: instiga até mesmo as cidades das montanhas a se envolver contigo.
Mas o forasteiro de terras próximas é ignorado, é confiado como sentinela em suas fortificações; tendência dos habitantes, de colocar todo forasteiro de terras próximas, na muralha, para protegê-la contra os invasores do castelo.
Eu sou este forasteiro, mas eu não quero ser teu baluarte, eu quero trair o movimento, quero ser o soldado invasor do teu castelo. O que invade e reinará em suas delimitações. Saibas que tuas sentinelas te amam, mas o soldado que trai o posto de confiança na fortificação, te ama infindavelmente e infinitamente mais. Por enquanto não traí a fortificação, mas eu penso no castelo a todo instante, tento dar demonstrações de meus anseios, da insubordinação de meu intimo. Porém sinto-me incapacitado, tenho medo de que meu posto de soldado raso, faça de meu plano, a caçoada da cidade. Caramba! Será que a porta do castelo está bem selada? Este é o martírio do forasteiro próximo desleal do posto.
Como eu quero que a cidade descubra a existência deste lido confidencial, que identifique-a, porque as palavras escritas são mais fáceis que as faladas, realmente são menos sagradas; mas consegue transmitir a reflexão dos sentimentos do coração que as escreveu.
A observação deste vigilante me leva a contestar que já houve um reinante na Sala Real, qual incendiou-a. Como alguém pode incendiá-la? Deus, abençoe este mísero soldado desejoso do reinado. Como eu poderei rodar tranquilamente pela cidade? Espero sair da muralha. Será que teus alicerces são realmente firmes, para não desmoronar sobre o forasteiro próximo de teu calabouço, qual prisioneiro por teu encanto? Eu suplico-te que tire-me do calabouço e transfira-me para a Sala Real, para darmos fim as tentativas de invasões; para nunca mais causar-lhe dano em tua Sala Real. Iniciaremos a gloriosa exibição da tua magnificência. Cidade esplêndida, eu te amo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário