terça-feira, 25 de agosto de 2015

A pessoa precisa de algo palpável para chegar a entender algo abstrato como a matemática, como entendê-la se não no sentido de algo aplicado? Isso faz sentido porque Jesus utilizava de ilustrações cotidianas para ensinar e dar o princípio das coisas escondidas e importantes, porém simples. A princípio pode-se pensar que as coisas abstratas foram criadas para os humanos, como os números para a quantificação. Mas não se dá assim, porque Deus não foi feito para nós, mas nós para Ele. Ele não é tangível: não podemos vê-lo, não podemos senti-lo, não podemos tocá-lo, mas podemos vê-lo com os olhos da fé, podemos senti-lo com a percepção da perspicácia por meio do conhecimento de seu nome, podemos tocá-lo com as mãos da sabedoria. O Criador de tudo é também o criador das coisas invisíveis, o criador dos olhos é o mesmo criador da fé; o criador da percepção, da perspicácia e da sabedoria é o mesmo criador das mãos, é o mesmo criador da linguagem, das coisas visíveis e das coisas invisíveis.

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