terça-feira, 12 de maio de 2015

Câncer é o mal moderno

As previsões indicam que até 2030, 75% da população mundial sofrerá por câncer (31/05/2012 pela OMS), infelizmente esta é uma mazela na humanidade contemporânea; é o preço que se paga para ter uma vida prática e feliz na agitação da atualidade. Por exemplo, o desenvolvimento de transgênicos – que pode estar associado ao câncer - impulsionou a produção de alimentos mais férteis e resistentes a pragas, isso ajuda a sustentar a crescente população mundial, mesmo no cenário de crescente diminuição de pessoas na lavoura. Se esta ajuda (feita para o atual sistema de coisas) não viesse, o mundo estaria mais faminto hoje, e muito mais pessoas morreriam por fome.

É verdade que a produção alimentícia atual mantém-se com base em venenos e fortes fertilizantes artificiais, e toda vez que comemos consumimos pior e um pouco de câncer. Temos o mesmo risco quando ficamos expostos ao sol, onde as indústrias destrói a camada protetora de ozônio, quando respiramos, quando bebemos, quando entramos em contato com fluídos, quando lidamos com aparelhos que nos prejudicam. Todo esse câncer é resultado de uma ideologia internacional dum progresso acelerado a qualquer custo, da busca pelo poder, e a consequente incoerência é que os que apoiam indiretamente este mal são os que pedem o combate a essas consequências. Neste cenário surgem heróis, como a cientista brasileira Priscila Kosaka que criou uma melhor técnica de detecção deste mal moderno.

Veja A Sentinela de maio de 2012 p.28; a mulher israelita podia ter que debulhar o grão com uma mó manual, separar o grão das impurezas por ventilação, depois peneiração e depois catação, estocá-los e depois realizar todo o trabalho de processar o alimento. Se considerarmos apenas essa parte do processo em uma família isolada e sem empregados, quanto tempo a família israelita gastava somente para “produzir” a comida? Quanto mais retrocedermos na história mais perceberá que a empresa toda era o próprio homem. Hoje em dia cada pessoa trabalha em um setor, e depois de passar a maior parte do dia produzindo a parte de uma só coisa para benefício da sociedade que pode comprar; volta para casa e precisa “preparar” a refeição rapidamente, pois tem outras tarefas; e tudo o que se prepara nesta refeição tem um pouco de veneno para a vida moderna, afinal procura-se a praticidade. O sistema atual seguiu um caminho de duas escolhas: lento “progresso” e “saúde” ou acelerado “progresso” e “câncer”.

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