Tanto música como poema são sistemas que transmitem emoções. Reparei que as músicas que “falam para muitos” não são tão atrativas (mesmo sendo boas) porque o que vai atrair as pessoas é algo mais específico para elas. Elas procuram algo que foi escrito especialmente para si, ou ao menos, para um grupo pequeno do qual faz parte (porém quanto mais específico, melhor). Parece que o que foi “escrito para multidões”, dilui a importância da música para a pessoa, elas querem se sentir especial, de saber que tal pessoa se esforçou de fazer uma música ou poema exclusivamente para elas. Por isso que as músicas românticas são populares, apesar de “falarem para muitos” as pessoas as veem como algo específico, e relaciona sua vida romântica com as músicas que mais lhe diz, mesmo se não forem tão boas quanto alguma música com outro tema.
Encaro o louvor como sendo o inverso, a pessoa que produziu ou as que se colocam no lugar de quem produziu (com o consentimento deste) fez para alguém em especial. O louvor é um termo empregado especialmente para a honra de Deus.
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