Não desprezes as palavras,
Pois carregam sentimentos,
É uma forma muito simples,
De indicar o que tem por dentro.
Palavras reais, por obras se vê.
E se eu te faço verso;
É que eu penso em você,
Se te raciocínio em versos;
Eu trabalho em você,
E se eu te formo em versos,
É que eu te amo e muito;
Não desprezes minhas palavras,
Foram feitas pra você,
Falsas são as copiadas,
E as minhas não as são!
Como pude escrever,
Tão certo da situação,
Não fosse do coração?
Palavras sinceras transmitem valor.
Quem me dera ter coragem,
Num sinal que você dá,
Refaria minha imagem,
Para todos encarar,
Com algo mais...
Do que palavras.
Mas com elas que eu declaro,
Minha relação contigo,
Coração que se acurvou,
Eis as expressões do amor:
[PARTE 2]
Tão linda, tão linda vistes;
Os traços suavizados,
Tendo rosto de atenção,
Com olhar de sedução,
Pareceu-me aprovado,
E seduziu-me sua expressão,
Tu agiste feito arqueiro,
Só não faças mais assim,
Que eu me desmorono inteiro.
De amor sincero a união sincera.
Dei-te uma rosa e um poema,
Dou também minha presença,
Onde você for eu vou,
E se vir me perguntar:
É claro que eu vim pra te encontrar!
Mas agiste com desdém,
Se tu achas tão suprema,
Derrocada logo vêm,
Pode me ser um engano,
Desconheço esse problema,
Retornei para trazer,
Dez poemas e um buquê,
Mas você quis nem saber,
E jogaste tudo ao chão,
Tu pisaste na paixão,
Elevaste o meu sofrer,
Só me resta a solução,
De tentar te esquecer,
Mas atado por paixão,
Tenho esta ligação,
Que me prende a você,
E me faz tanto querer,
Como posso te esquecer?
Foi então que descobri:
Outro homem te fissura,
Dei-me conta da tolice,
Vinda da sua loucura,
Disparei com a cara ao "muro",
Mas de duro entristeci,
Só resta velar por ti.
[PARTE 3]
Quando o dia já no ocaso,
Dentre águas envolventes,
No meio de nossa gente,
Cometeu um sério caso:
Mão na coxa, o seio arriba,
Perde o senso, o fogo incita.
O pior que aconteceu,
Foi que tudo isso se deu,
Com o seu consentimento,
Aumentando o meu lamento,
Achas mesmo que não sei?
Construíste seu prazer,
Destruíste sua moral,
Que eu tinha guardado em mim.
Rebaixou na condição
Que ao mundo é tão normal,
Acabou sua glória e fim.
Fez-se como meretriz,
E minha condição feliz,
Não viria com você.
Por Deus que me fez saber!
Agradeço por romper,
O meu elo por você.
[PARTE 4]
Eu só temo que seu jeito,
Influencie as meninas,
Como o escapulir do cheiro,
Pelo ralo nas narinas...
Sei que é grande o intercâmbio,
Da conectividade,
Que alvejem a santidade,
Para que não torne um laço,
O defeito do amigo...
Temo; porque vaidade,
Só causa desunião,
E o máximo que posso,
É dizer esta verdade:
"Quem não odiar o irmão,
Não é digno de mim."
Todos tem que ser assim.
E o gatuno ainda busca
Teu amor reconquistar,
Vem pra te presentear...
Mas se perguntar se gosta,
Você sempre diz que não,
Mas não é o que demonstra...
["Zelo é o que tu não tem,
Pra saber como que abre,
Posso te entregar a chave:
Só portar notas de cem"...]
Você é porta atrativa,
Eu sou cômodo preenchido.
Nesta minha afirmativa,
Ao dizer, eu me arrisco,
Que formar esta união,
É uma complementação,
Tu ufana e ele rico...
[PARTE 5]
Se eu crio a conclusão,
Corro o risco de arrancar,
O valor de meu amor,
De minha própria poesia,
Mas se não a completar,
Eu não me contentaria.
Quantas possibilidades,
Diferente entre a gente,
Poderia existir!
Se baixasse sua estima,
E tomasse por ação,
De se abrir como eu dispus,
Quantos rumos, imagina!
Qualquer rumo iria ser bom,
Na sua consideração...
Tudo isso se passou,
E o que proporcionou,
Foi de grande importância:
Interveio na história,
Se marcou na minha memória...
Destas coisas que passou,
Nada quero ter contigo,
Mas se quer evoluir,
Por mudanças decidir,
E você se permitir,
Posso ser o seu amigo.
Paixão sem correspondência,
Enfraquece e se esvai,
Pode se inverter com o tempo,
Transformando a poesia.
Caso você não notou,
Do início ao fim mudou,
Perdeu a graça, o gosto e a cor,
Aumentou a reticência,
Nisto é o que resulta,
Paixão sem correspondência.
[PARTE 6]
Viajei imerso às ondas
Ante o céu crepuscular
Me peguei pensando em ti
Das coisas condenadas a esquecer.
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