segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cromatiza em Rubro

Ah cidade amada; desde o princípio ocorreu-me um presságio da minha relação. Sua infidelidade chegou aos meus olhos e passei a desgostar-me contigo, seu ar tornou-se amargo, não quero suportar-te, por ter contristado o meu amor; um desolador abalo sísmico lhe atingiu pela tua falta de estima! e neste abalo, quero que deixe em ruínas a tua muralha, para que não lhe tenha lisonjeio, para que seu ar volte novamente a ser saudável e seja aberta a todos como habitantes em ti. Ah, se ao menos percebesse a minha condição de coração e viesse a reconhecer minha lealdade e conhecer teu protetor; você seria recompensada, teria minha guarda e não lhe viria impedimento (na plenitude da compreensão do que vem de cima).
O teu ponto de vista pode ser a minha esperança passada ou que seja um terrível engano teu, mas agora em seu lugar, ocupa uma cidade melhor, perfeita, uma celestial e nela há compadecimento de minha devoção e ei de depositar primeiramente todo o meu amor e minha esperança para a eternidade.

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