domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sobre a Personalidade.


Acho que todos se indagaram em algum momento da vida com a seguinte pergunta: “Se meu pai tivesse filhos com outra mulher, eu existiria?”, é o questionamento de um passado diferente em comparação com a identidade atual da própria pessoa. Esta pergunta é muito importante e um dos caminhos para o questionamento da própria existência e a origem do ser da pessoa. Infelizmente respostas errôneas desta questão foram aceitas e divulgadas pelo paganismo infiltrado no cristianismo, sim, a cristandade.
O ponto crucial da questão é a formação do ser quanto indivíduo na sociedade, e o que define isto, é a personalidade que o indivíduo possui.
Quase toda a formação da personalidade da pessoa é o resultado da mistura de influências selecionadas pelo próprio indivíduo, sejam elas influências diretas ou indiretas. Portanto nem toda interação com a pessoa à influência diretamente; porque as pessoas possuem poder de julgamento sobre as influências, classificando-as como positivas e adequadas para se imitar, basear-se e/ou associar-se; ou negativas, devendo destas, afastar-se, pois geram conseqüências ruim e/ou desastrosas. Aqui se encontra o único, porém essencial, efeito psicológico da genética na formação da personalidade da pessoa, uma vez que as características emocionais são importantes na classificação do que a pessoa julga ser bom ou ruim. Também afeta a escolha do indivíduo os fatores de experiências vividas e influências anteriores formadores de sua consciência.
O recém-nascido, portanto, não possui personalidade (a consciência do seu próprio ser), isto é algo que o indivíduo adquire em seu desenvolvimento, tendo a formação de sua personalidade iniciada no dia do seu nascimento. A influência inicial do recém-nascido é o reconhecimento do mundo, ou seja, esta primeira influência é principalmente de aprendizagem e uma “cópia comportamental”.
Um pai que abandona seu filho antes de nascer, não terá uma grande determinação na formação da personalidade do filho além de parte do seu legado genético das inclinações emocionais, facilidade na formação de algumas habilidades, tendências e o fenótipo. O indivíduo construirá sua personalidade com base na cultura da sociedade em que está inserido, não afirmando que o indivíduo será igual ao meio cultural que vive, a consideração comportamental relativa à Palavra de Deus e associação com os justos far-lhe-á diferente perante uma sociedade empedernida, imoral e altiva qual pode estar inserido. Isto não deixa de ser um exemplo de que políticas de conceitos genéticos são destrutivas.
Na vida do indivíduo, pode-se acatar propagandas ou acatar o conhecimento, levando a pessoa pensar que parte de sua personalidade é inadequada (prejudicial). A iniciativa consciente de mudança de personalidade, ou parte dela, tem que partir da própria pessoa. A mudança de personalidade é dificílima porque a personalidade é o ser da pessoa no momento. A personalidade pretendida é de um esforço contínuo em um processo prolongado em ambiente favorável.
O ambiente favorável é um fator determinante, pois é nele que a maior interação com as pessoas da mesma ideologia irá ajudar na modificação da personalidade, porque quanto maior a associação com pessoas da mesma ideologia, mais aceita e próxima será a personalidade de ambas, sempre em conformidade com a ideologia.

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