O homem decaído não reconhece a sua
posição, ele mudou para deixar de ministrar e deu sua alma para ter a
autoridade de decidir o que é certo e errado. Quem não se lembra que
Abel foi morto por Caim? E por que razão o matou? Porque ele queria ter a
aprovação de Deus, contudo, sem abandonar a sua soberania, e não
suportou aquele que renunciou a sua soberania para ser escravo, a fim de
ser aprovado por Deus. Os anseios de Caim eram iníquos, ele avançou pelo
caminho de seu pai, mas se em Adão todos morrem, isso não quer dizer
que o caminho da verdade e da vida não possa ser ressuscitado.
Tem
surgido toda forma de sistema político/econômico desde a fundação do
mundo; da escravidão dos tempos antigos à servidão, e ao proletariado da
modernidade; os nomes mudaram juntamente com cena do mundo, mas o
sistema não pode parar; sua existência nasceu com a morte do primeiro
homem, e nunca mudará. Não existe mais que dois pensamentos: o da
legítima ordem, e o de todo pensamento que se ergue contra a legítima ordem.
O
pecaminoso sistema do homem existe para fazer ministrar toda vaidade
que o homem pode ter, pois a humanidade sucumbiu à vaidade e à corrupção,
e um sistema de justiça e retidão é simplesmente uma afronta.
Diferente
de seus pais, esse é um sistema pensado, regrado e acordado. Ele foi
formado para ser ilusionista, um encantador que não para de divulgar os
seus mitos engenhosamente inventados; moldaram-no para viver
prolongadamente, mas foi concebido no molde da morte e logo findará. Ele
conquistou o mundo todo, mas está acamado, suas crises de enfermidade
aumenta com frequência e não há medicação que o salve. O sistema se
empanturra de concentracionismo, e tende para tribulação.
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