sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Trepadeira - Emicida

Margarida era rosa, 
Bela, cheirosa [...] 
Tipo casa das camélias: gostosa, 
Bromélia, toda prosa
A me enlouquecer, 
Bela, tipo um ipê: Frondosa
É um lírio, 
Causa delírios, 
Líria. Vício é vigiar, chique como orquídea
Ahh, cabelos como samambaia e xaxim flô, 
Perto dela as outras são capim pô
Girassol violeta,
Beleza violenta
Passou aqui como se o mundo gritasse: arrasa bi!
Flor de laranjeira ou primavera inteira s
ão: flores e mais flores todas as cores da feira, irmão
"Ô!, essa nega é trepadeira, hein"
Minha tulipa! 
A fama dela na favela enquanto eu dava uma ripa
Tru, azeda o caruru
Os manos me falavam que essa mina dava mais do que chuchu
[...]

Você era o cravo ela era a rosa, e cá entre nós
Gatinha, quem não fica bravo dando sol e água
E vendo brotar erva daninha
Chamei de banquete era fim de feira
Estendi o tapete mas ela é rueira
Dei todo amor, tratei como flor
Mas no fim: era uma trepadeira

[...]

Bem me quer, mal me quer, ó
Nosso amor perfeito amargou, 
Tipo jiló
Maria sem vergonha, 
Eu: burro, chamei de trevo de 4 folhas
In love, enraizou,
Fundo,
Mas você não dá, 
Ou melhor dá; mas pra tudo mundo!
Eu quis te ver de jasmim, 
Firmeza
No altar, preza, 
Branquinho, olha, 
Magnólia, beleza
Victoria régia, brincos de princesa...
Azaleia pura madre teresa
Mas não
Você me quis salgueiro chorão, costela de adão
Raspou o cabelo de sansão!
E tu vem, meu coração parte e grita assim
"Arrasa biscate! "
Merece era uma surra, de espada de são jorge (é)
Chá de "comigo ninguém pode"
Eu vou botar seu nome na macumba, viu
Então segura

Você era o cravo ela era a rosa, 
E cai entre nós:
Gatinha, 
Quem não fica bravo dando sol e água
E vendo brotar erva daninha?
Chamei de banquete, era fim de feira
Estendi o tapete, mas ela é rueira
Dei todo amor, tratei como flor
Mas no fim: era uma trepadeira.

[...]

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