domingo, 8 de março de 2015

Ai deste meu peito pesaroso
Quando nota um mundo tenebroso
Que as almas de muitos arruina
Ai sempre que me fazem lembrar!
Eu definho em dor e pesar
Quando vejo que o mundo a velou
De como ele próprio a cegou
Retirou a sua compreensão.
Isso espanca o meu coração!

E você começou a percorrer
Um caminho de fornicação
E o fim deste seu proceder
É um que leva a destruição
Posso eu atingir o seu âmago?
E tocar num ponto bem profundo
Para tirar-lhe o erro do mundo?

Eu preciso me reter de ver
O que faz minha alma moer
Pois quando me deparo com isso
É tão grande o meu prejuízo!
É como um espinho encravado
Algo que me foi sentenciado,

Porque a sua beleza é arrecada
É tão belamente detalhada
Feito de um mineral cobiçoso
Todos dizem que é precioso
E seu brilho é tão duradouro
É um lindo ornamento de ouro!
Este é o seu próprio corpo:
Como enfeite em focinho de porco

Me cativa os teus olhos lustrosos
E me faz inclinado a te dar
Os princípios que são valiosos
Por treinar e fazer aumentar,
Mas você preferiu transformar
Meu desejo em desgosto fatal
Ô meu Deus me esquive de ver
O que tira meu poder vital

Ai se a luz da sabedoria
Já encontrasse quando permitia
Ver a luz por meio de Maria.
Ai se a luz da sabedoria
Já viesse quando a natureza
Lhe fartou a alma de beleza
Então te tornari' absoluta
Bem acima de todas no mundo
A quem não caberia disputa
Moraria sempre no apogeu
Tornaria criação de Deus!
(Do tipo Eneassílabos)
---

Ai meu peito pesaroso
Nota um mundo tenebroso
Que faz almas destroçar
E sempre que eu me lembro
Eu definho em pesar
De como lhe encortinou
Como o mundo a cegou
De sua compreensão

Aí meu próprio coração!
Pois como virei a cerne,
Com boa expressividade,
Pra tirar de ti o erro?
Pois deixou que a vaidade
Te levasse a percorrer
Ruas de fornicação
E o fim posterior
É a deterioração

Deus, desvie os meus olhos
De olhar o que é mau
Pois quando eu vejo isso
Me atinge o prejuízo,
Como se eu fosse ligado;
Como um prego a estar fincado
Que trucida o coração

Sua beleza é arrecada
Lindamente detalhada
Feito um metal cobiçoso
Todos dizem precioso
Reluzente e duradouro
É ornamento de ouro!
Este é seu próprio corpo:
Ouro em nariz de porco

Aí meu próprio coração!
Pois estava inclinado
Dar o que é mais valioso
Mas agora pela vida
É como sentir desgosto.
Me ajude santo Deus
E esquive os olhos meus
Do qu' é prejudicial

Ai se a sabedoria
Viesse tão prematura
Quando a própria belezura
Deu a ti muita fartura;
Única e absoluta
Não lhe caberia disputa
Estaria no apogeu
Uma criação de Deus!
(Do tipo redondilho maior)

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