Pra fazer-te poesia
De um trovador que ama
Pelos gestos, saberia
De amor tão arraigado
Me fez homem apaixonado
E se me arfei por ti
Concluis-te em teu olhar
Um amor fez produzir
Por teus olhos vou cantar
E que não ressoe ao vento
Ao cantar meu sentimento
Dizem que os são vermelhos
Mas vermelhos não os são
Pois vermelhos são pra aqueles
Que roubaste o coração
O encanto dos teus olhos
É um vermelho de paixão.
Nisto peço muito pouco,
Não esquive-os de me vedes.
Pois como compelirão
Se ainda é bem pouco
O que eu alcanço deles?
Caio a cama e me inflamo
A amargura sobe ao peito
Saibas que é porque eu te amo
Solicito com respeito
E com dores eu te clamo
Não me trates com despeito
Por que quer minha tortura?
Ainda está a andar liberta
Ela está a minha procura
E se eu deixo a porta aberta
Ela entra e me entorpece
Que tal mal que me carece?
É coração apaixonado
Que anda a bater desvairado
Com as escritas destes versos
Com que diz meu coração
Com que diz meu coração
Com que diz meu coração
Pois estou desfalecendo de paixão
Meu ensejo de poeta
É só pra você, meu bem
Não entrego a outro alguém
Nunca, nenhum, por ninguém.
Nestas palavras seletas
Que provém do coração
Que provém do coração
Que provém do coração
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