Nossas decisões formam nossa vida, estabelecendo nossa moralidade e honradez, elas deixam transparecer nossas características segundo a personalidade que buscamos adquirir, as decisões que tomamos é a parte efetiva desta busca. Como servos de Jeová Deus nossa maior preocupação é tomar decisões que honram a Deus (1Cor. 10:13). Por isso, no avanço da madureza cristã, as decisões que tomamos refletem as nossas convicções (não a de outros, quais pertencem ao mundo), para que não adquiramos traços em nossa personalidade referentes à modelagem por este sistema de coisas (Rom. 12:1,2; Heb. 5:14).
Tomar decisões é importante porque estabelecerá nas pessoas que observam (na convivência cotidiana) a nossa relação aos padrões bíblicos. A pessoa indecisa não exerce a plena fé no Resgatador e Salvador Jeová e em seu Filho (qual se ofereceu como sacrifício de resgate, sendo, portanto, também salvador, nosso senhor Jesus Cristo), ela acaba sendo instável em todos os teus caminhos porque não se firma na convicção de seu caminho; e mortal é a indecisão pela genuína crença em Jeová (Tia. 1:8), pois a pessoa torna-se fácil de influenciar e ser levada por todo vento de conceitos humanos; as pessoas talvez mintam, enganem ou roubem e tente fazê-los acompanhar a multidão ou pelo menos acobertá-las, e torna fácil naufragar no que se refere à fé e culpar outros pela triste situação que se encontra (1Tim. 1:19), no entanto decisões que honram a Deus é exercida em toda a plenitude e não permite que a imposição do medo ou o desejo de ser desconsiderado pelos homens das nações nos leve a agir contra nossa consciência treinada pela bíblia (Rom. 13:5). A consciência cristã é estabilizada na fé em conexão com Jesus Cristo, o qual fomos persuadidos a crer na salvação, exercendo uma boa consciência, primariamente, perante Deus e o efeito disto será na sociedade dos homens. Pela inspirada palavra de Deus é fator determinante no aprendizado de tomar decisões que honram a Deus. (Col. 2:6,7; 2Tim 3:14-17; 1Tim. 1:5). Portanto, é incorreto ao cristão esquivar-se de sua responsabilidade e jogar a carga de uma decisão para outros, para que depois indique um responsável se acaso sofrer uma má conseqüência, porque cada um levará a sua própria carga de responsabilidade (Gal. 6:4,5).
De fato, a consciência está intimamente ligada em nossas decisões, mas e quanto à consciência de outros? Será que devemos levar em conta o que outros acham de nossas decisões? Até certo ponto, sim. Não queremos nos tornar uma pedra de tropeço para nosso irmão, por tomar decisão que atinge a consciência ainda sensível à fraqueza dele, levemos em conta como nossa decisão afetarão a consciência de outros (1Cor. 8). Ainda maior que isto, é o efeito que nossas decisões terão sobre nossa amizade com Jeová (Rom. 14:1-4).
A preocupação pela edificação de nossos irmãos pelas nossas decisões pode dificultar um pouco a escolha de uma decisão, pois apesar de nossos esforços de seguir de perto os passos de Cristo, todos nós nascemos no pecado (Rom. 3:23) e cometemos enganos, às vezes visualizamos uma melhor opção mas esta não é a única escolha correta que se pode achar. Por exemplo, Paulo recomendou o estado de solteiro como melhor opção, mas esta não era a única escolha correta (1Cor. 7:36-38).
A maior dificuldade que muitas vezes surge ao tomar decisão é o medo. O medo de decidir errado, de fracassar tudo pelo temor da possível consequência de dificuldade ou da vergonha. Mesmo assim, o amor a Deus e a sua palavra pode nos ajudar a minimizar tais temores. Pois nosso amor a Deus nos motiva a sempre consultar a sua palavra e as publicações bíblicas antes de tomar decisões importantes e erraremos menos porque a Palavra de Deus dá argúcia, conhecimento e raciocínio (Pro. 1:4). Sabemos que todos nós cometemos enganos (Rom. 3:23) e não é possível tomar sempre as decisões certas, mas cristãos jamais utilizam disto para justificar um ato maldoso, pois não há maldade em nosso meio. O fiel e sábio rei Davi tomou uma decisão errada, ao dar vazão para os desejos de sua carne (adultério com Bate-Seba), de fato transgrediu contra Deus, e isto causou-lhe muito sofrimento a ele e a outros (2Sam. 12:9-12). Não obstante, Davi não permitiu que seus erros minassem a sua capacidade de tomar decisões que tivessem a aprovação de Deus (1Reis 15:4,5). Procuremos ser pessoas decididas e, como Davi, estar certos que Jeová perdoa nossos erros e enganos, pois Ele ama a quem o ama e obedece (Sal. 51:1-4, 7-10).
Que passos podemos dar para tomar boas decisões? Primeiramente devemos reconhecer nossa autoridade para decidir por algo, se realmente cabe a nos tomar a decisão para algum fato. O rei Salomão escreveu: “chegou a presunção? Então chegará a desonra, mas a sabedoria está com os modestos” (Pro. 11:2). Os pais podem conceder aos filhos a oportunidade de tomar certas decisões, mas os filhos não se deve investir dessa autoridade (Col. 3:20), as esposas e mães possuem certa autoridade na família mas reconhecem a chefia do marido (Pro. 1:8; Efé. 5:23). Os maridos também reconhecem que estão sujeitos a Cristo e fazem bem em acatar as ordens de Cristo que são passadas pelos ungidos e todo o corpo governante desta ordem (1Cor. 11:3). Os anciãos tomam decisões que afetam a congregação, aconselham perante a bíblia, mas não decidem por alguém e não vão além das coisas escritas na Palavra de Deus (1Cor. 4:6) seguem estritamente as orientações do escravo fiel e discreto (Mat. 24:45-47).
Também não nos deixemos levar pela emoção antes de decidir por algo (Pro. 21:5), pesquise e procure saber o conselho de entendidos e determinar os princípios bíblicos que se aplicam ao assunto (Pro. 20:18), para se calcular os benefícios e também os riscos e desvantagens, principalmente quando envolvendo a espiritualidade (Luc 14:28).
Orar por sabedoria honrará a Deus, por pedirmos sua ajuda antes de decidir (Tia. 1:5). Admitir que precisamos da ajuda de Jeová para tomar decisão não é vergonhoso (Pro. 3:5,6) pois nosso entendimento pode nos desencaminhar, por não discernir bem a real motivação que temos. Na oração por sabedoria e a pesquisa na Palavra de Deus permitimos que o espírito santo nos ajude a discernir bem a real motivação de adotar determinado proceder (Tia. 1:22-25; Heb. 4:12).
Não devemos nos precipitar a decidir antes de pesquisar e orar por sabedoria, pois as pessoas sensatas consideram os seus passos, não é sábio confiar e imediatamente agir segundo o que nos dizem para tomar tal proceder em nossas decisões (pro 14:15). Por outro lado, não devemos procrastinar algo que devemos decidir em certo período, quem age assim é preguiçoso e decidem por deixarem outros controlarem a sua vida (Pro. 22:13).
Nosso esforço de tomar uma boa decisão é inútil se não a colocarmos em prática; sabemos que este mundo jaz no poder do maligno e que temos uma luta contínua contra estas forças espirituais iníquas que governam neste período de tempo (1Jo. 5:19; Efé. 6:12; 1Tim. 6:12, Ju. 3), por isto, as melhores decisões a serem tomadas raramente são as mais fáceis de colocar em prática, e muito dificilmente a cumpriremos se não nos ajustarmos na decisão e reunir os meios necessários para colocá-las em prática, desde modo é este artigo no blog.
Algumas vezes ,decisões que tomamos não geram o efeito exato que esperamos, podendo ter o fator do imprevisto que nos sobrevêm (Ecl. 9:11), ainda assim, Jeová requer que certas decisões que votamos sejam mantidas embora possamos enfrentar provações, por exemplo, a decisão de dedicação da vida a Jeová ou fazer um voto conjugal, são inegociáveis (Sal 15:1,2,4; Ecl. 5:5) porém a maioria das decisões tem menos peso e a pessoa razoável as reavalia, não deixando que o orgulho ou a obstinação as impeçam de ajustá-las ou até mesmo de revertê-las (Pro. 16:18). A fim de manter sempre um proceder que honre a Deus.
Os maiores instrutores de uma criança, até sua madureza cristã são os pais; estes devem mostrar ser os melhores mestres para seus filhos (Luc. 6:40). Ensinando-os e incentivando-os na característica de tomar suas próprias decisões, pois cada um prestará contas para com Deus, pelas responsabilidades de suas ações (Rom. 14:12; Ez. 14:20). Os pais podem explicar aos filhos os passos que eles tomaram para suas decisões e elogiá-los nas decisões que os filhos tomaram e que deram bons resultados. Mas os pais devem ficar atentos para não serem protetores das conseqüências das decisões erradas que os filhos tomaram sem consideração, para que estes conheçam o efeito prejudicial e não mais o faça, vendo-se na responsabilidade de toda decisão que pratica (Rom. 13:4).
Jesus ordenou que seus seguidores ensinassem a todos (Mat. 28:20), um ensino importante aos estudantes da bíblia é como tomar boas decisões, seus instrutores devem resistir ao impulso de dizer-lhes o que devem fazer, mas ensiná-los a raciocinar com base bíblica em suas próprias decisões.
Todos nos temos fortes motivos para tomar decisões que honram a Jeová Deus.
òtimo artigo,apesar de ser de junho eu reconsiderei hoje e esta me ajudando muito a tomar uma decisão dificil.
ResponderExcluiros conselhos de Jeová Deus são inigualáveis.
Obrigado; com certeza considerando os concelhos de Jeová e pedindo sua ajuda você tomará a melhor decisão.
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